quinta-feira, 1 de novembro de 2012

As 5 dimensões da sustentabilidade organizacional

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Paul Dinsmore comenta, em artigo, o tema de sua palestra naMostra de Conteúdos e Soluções da HSM ExpoManagement 2012

As boas ideias não dependem de hierarquia. Elas vêm das pessoas que estão mais atentas às necessidades de uma organização. Por isso, sua valorização é fundamental para o bom andamento de uma empresa. Diante da globalização e das crescentes demandas de sustentabilidade, o que se vê é que o cliente está exigindo, cada vez mais, respostas claras a tais diretrizes.

Para tanto, as empresas precisam internalizar o conceito em suas atividades. O Teal®360 (Treinamento Experiencial ao Ar Livre) foi planejado para auxiliar nesse processo. Os elementos e dificuldades estão ali para ajudar na construção de uma cultura sustentável entre os colaboradores.

O treinamento é fundamentado em símbolos da bandeira da Sustentabilidade Empresarial como o “Visão 2050”, documento elaborado pelo World Business Council for Sustainable Development, que estabelece ações que garantam a qualidade de vida sem comprometer as futuras gerações. A partir disso, a Dinsmore Associates traçou a filosofia do treinamento, representada por cinco dimensões: Indivíduo, Relacionamento, Organização, Meio Ambiente e Inovação e Criatividade. Tudo ligado ao conceito de que uma empresa sustentável mantém o equilíbrio profissional e organizacional. Cada uma destas dimensões tem suas bases:

• Indivíduo: autoconhecimento, perfil, capacitação e desenvolvimento, saúde, relações, foco holístico (que abrange as áreas emocional, intelectual, física, intuitiva/espiritual) e planejamento de vida;
• Relacionamento: gerenciamento urbano controlado, comunidades, inclusão interpessoal e em grupos, empreendedorismo;
• Organização: perpetuidade, sobrevivência e prosperidade, mercados, cultura, liderança global, local e empresarial e responsabilidade sobre sustentabilidade;
• Meio Ambiente: equilíbrio, reciclagem, simbiose, transformação e recursos naturais;
• Inovação e criatividade: Cadeias de valores e simetrias.
O objetivo do treinamento é tirar o participante de sua zona de conforto e, por meio de atividades coletivas e desafiadoras, mostrar que trabalho em equipe e comunicação afinada são essenciais para o desenvolvimento, seja ele pessoal ou profissional. A proposta é provocar transformação individual e organizacional, sensibilização para a sustentabilidade com lucratividade, consciência para reinvenção do negócio sustentável e sensibilização para a saúde sistêmica.

Uma das filosofias do produto também está baseada nos conceitos da evolução da ECO 92 / Rio+20, que é de uma sociedade mais justa, ecologicamente correta, economicamente viável e culturalmente diversificada. Diante de sua complexidade, o treinamento busca provocar mudança cultural e comportamental no sentido de conciliar os interesses de pessoas, o planeta e a prosperidade das organizações.

Introduzido no Brasil em 1992, o treinamento é baseado em atividades ao ar livre que trabalham questões físicas, emocionais e cognitivas, com aplicação no cotidiano, estimulando nos participantes o desenvolvimento de competências de gestão de crise, liderança, trabalho em equipe e comunicação.

O desenvolvimento conceitual da aprendizagem experiencial ao ar livre surgiu por volta de 1920, com o educador alemão Kurt Hanh. O reconhecimento viria anos mais tarde, na Inglaterra, onde Hanh se estabeleceu após a I Guerra Mundial. Os fundamentos teóricos do treinamento enfatizavam um exame não competitivo em suas atividades, fomentando a cooperação social e tentando criar um ambiente saudável para que a juventude reforçasse hábitos e valores importantes, como autodisciplina, iniciativa, memória, imaginação, criatividade e compaixão, entre outros. O modelo é, há algumas décadas, amplamente utilizado na Europa e Estados Unidos.

Paul Dinsmore é presidente da Dinsmore Associates. Conferencista e consultor empresarial na América do Norte, Ásia, África, América Latina, Europa e Brasil, é considerado referência internacional em gerenciamento de projetos e uma autoridade em gestão de mudança organizacional. É, também, autor de 20 livros, criador do Teal e precursor dos treinamentos outdoor oferecidos hoje no mercado. Recebeu os prêmios Distinguished Contributions Award e Fellow, concedidos pelo PMI-USA, que o credenciou como PMP (Project Management Professional).

fonte: Portal HSM

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